Canetas Emagrecedoras: Qual a diferença entre Ozempic, Mounjaro, Wegovy e retatrutida? Entenda impactos no emagrecimento.

Publicado em 18 de maio de 2026

As chamadas “canetas emagrecedoras” se tornaram um dos assuntos mais comentados quando o tema é perda de peso. Medicamentos como Ozempic, Mounjaro, Wegovy e a promissora Retatrutide vêm sendo associados a resultados expressivos no emagrecimento, mas também levantam dúvidas sobre efeitos colaterais, perda de massa muscular e até queda de cabelo.

Embora sejam frequentemente chamados de “canetas para emagrecer”, esses medicamentos não atuam da mesma forma e apresentam diferenças importantes no mecanismo de ação, no potencial de perda de peso e nos impactos sobre o organismo.

O que muda entre Ozempic, Mounjaro, Wegovy e retatrutida?

A principal diferença está no princípio ativo e nos hormônios que cada medicamento imita no corpo.

O Ozempic e o Wegovy possuem a mesma substância, a semaglutida, enquanto o Mounjaro utiliza tirzepatida. Já a retatrutida representa uma nova geração de medicamentos, ainda em desenvolvimento em muitos países, com ação tripla.

Ozempic e Wegovy: mesma substância, objetivos diferentes

Ozempic e Wegovy contêm semaglutida, uma substância que imita o hormônio GLP-1, responsável por aumentar a sensação de saciedade, reduzir o apetite, retardar o esvaziamento do estômago e auxiliar no controle da glicose.

Apesar da composição semelhante, existe uma diferença importante: o Ozempic foi desenvolvido para diabetes tipo 2, enquanto o Wegovy foi aprovado especificamente para obesidade e controle crônico do peso, utilizando doses mais elevadas.

Na prática, ambos reduzem a fome e ajudam pacientes a comer menos, mas o Wegovy tende a apresentar resultados maiores no emagrecimento por alcançar doses superiores da substância.

Estudos clínicos apontam que a semaglutida em dose de 2,4 mg (Wegovy) pode promover perda de peso próxima de 15% a 17% do peso corporal após cerca de 68 semanas de tratamento.

Mounjaro: ação dupla e maior potencial de perda de peso

O Mounjaro utiliza a tirzepatida, um medicamento considerado um “duplo agonista”.

Isso significa que ele atua em dois hormônios ao mesmo tempo: GLP-1 e GIP.

Na prática, essa combinação costuma proporcionar maior redução do apetite, aumento da saciedade e diminuição da chamada “fome mental”, aquela vontade constante de comer ou pensar em comida.

Os estudos clínicos SURMOUNT chamaram atenção ao mostrar perdas de peso médias de:

  • cerca de 15% com dose de 5 mg
  • aproximadamente 19,5% com 10 mg
  • até 20,9% com 15 mg

Em acompanhamentos prolongados, alguns participantes chegaram a perdas superiores a 25% do peso corporal.

Por isso, o Mounjaro vem sendo apontado por especialistas como um dos tratamentos farmacológicos mais eficazes para obesidade disponíveis atualmente.

Retatrutida: a promessa da próxima geração

A retatrutida ainda está em estudos clínicos, mas já desperta enorme interesse por atuar em três receptores hormonais:

  • GLP-1
  • GIP
  • glucagon

Esse mecanismo triplo aumenta o controle da fome, melhora o metabolismo energético e pode elevar o gasto calórico do organismo.

Resultados preliminares mostraram perdas médias de até 24% do peso corporal em aproximadamente 48 semanas, superando resultados observados com semaglutida e até mesmo alguns estudos com tirzepatida.

Por isso, muitos pesquisadores já a consideram a possível “nova geração” das canetas voltadas ao emagrecimento.

Qual emagrece mais?

De forma geral, os estudos apontam a seguinte média de perda de peso:

MedicamentoPerda média de peso
Ozempiccerca de 12% a 15%
Wegovycerca de 15% a 17%
Mounjarocerca de 20% a 21%
Retatrutidacerca de 24%

Mas especialistas alertam: não existe medicamento “melhor” para todas as pessoas.

O resultado depende de fatores como alimentação, ingestão de proteínas, prática de exercícios, sono, adesão ao tratamento, genética e resposta individual.

Apesar dos resultados expressivos no emagrecimento, médicos alertam que o uso de canetas emagrecedoras deve ocorrer com acompanhamento de um profissional de saúde, responsável por avaliar a indicação adequada, monitorar possíveis efeitos colaterais, reduzir riscos e acompanhar a evolução do tratamento para garantir mais segurança ao paciente.

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Autora

Juliana Lopes

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